Nunca pensei que um anime me fosse marcar tanto. Attack on Titan não é só uma história de titãs gigantes a devorar pessoas — é uma viagem brutal pela natureza humana, pela dor, pela guerra e pelo que significa realmente ser livre.

Comecei a ver por curiosidade, por causa do hype. Toda a gente falava de Eren, Mikasa, Levi… e eu pensei: “Vamos lá ver o que tem de especial.” Três episódios depois, já estava agarrado. A cena da mãe do Eren? Ainda hoje me dá um nó no estômago.

O que me prendeu foi o ambiente. Aquela sensação constante de desespero, de que ninguém está a salvo. Em Attack on Titan, personagens morrem. Sonhos morrem. A esperança é frágil — mas continua lá, sempre a lutar por um fio.

E isso... é incrivelmente humano.

Não vou dar spoilers, mas quem viu sabe: esta série muda tudo o que achamos saber. A narrativa dá voltas e reviravoltas que nos fazem questionar quem são os verdadeiros inimigos. O Eren? O Reiner? O mundo? A própria verdade?

Senti-me enganado — no bom sentido. E adorei isso.

A animação (especialmente nas últimas temporadas) é de outro mundo. As cenas de ação, os voos com o equipamento tridimensional, os confrontos… tudo é feito com um peso emocional que me arrepiou várias vezes. E a banda sonora? Aquela mistura épica, com coral e instrumentos clássicos — arrepia sempre que começa a tocar.

Não vou mentir: o final deixou-me com sentimentos mistos. Não foi o que eu esperava. Mas também… que outra forma haveria de acabar algo tão intenso, tão complexo? Ainda estou a digerir. E talvez continue a digerir por muito tempo.

O que sei é que Attack on Titan me fez pensar sobre destino, sobre ódio herdado, sobre o ciclo da violência. E sobre o que estaríamos dispostos a fazer, se estivéssemos no lugar deles.



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