Eu tenho 16 anos, mas quando a bola começa a rolar, volta a ser aquele miúdo de 6, que, desde cedo, aprendeu a amar o desporto. Para mim, o futebol não é só um desporto — é uma parte essencial da vida.

Ainda me lembro do primeiro jogo que vi com o meu pai — um clássico entre o Benfica e o Sporting. A casa vibrou, a televisão quase foi abaixo com os gritos, e no fim, mesmo sem perceber todas as regras, eu já sabia: aquilo ia ser para sempre.

Sou portista ferrenho, daqueles que não perde um jogo. Vai ao estádio sempre que pode, veste a camisola mesmo nos dias difíceis, e acredita que cada época é uma nova oportunidade para sonhar. Sofre, claro. Mas é um sofrimento bom — porque, como ele diz, "só sofre quem ama".

Eu não vejo só os jogos do meu clube. Acompanho campeonatos internacionais, oiço podcasts de futebol, e tenho sempre uma opinião na ponta da língua sobre quem devia ter sido titular ou como o árbitro estragou o jogo.

Para mim, o futebol é ponto de encontro com os amigos, é tradição de domingo à tarde, é tema de conversa com o avô, que ainda fala do Eusébio como se tivesse jogado com ele. É emoção partilhada, é tradição de família.


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